O que a IA faz dentro do prontuário — transcrição, evolução estruturada, assistente clínico —, o que ela não faz, quanto custa e 7 perguntas antes de contratar.
Todo prontuário eletrônico passou a anunciar inteligência artificial em 2026 — e o termo cobre coisas muito diferentes, de um botão que resume texto a um sistema que transcreve a consulta inteira e devolve a evolução estruturada. Esta página explica o que a IA faz dentro de um prontuário de verdade, o que ela não pode fazer por exigência do CFM, como o custo varia entre sistemas e quais perguntas fazer antes de contratar.
É um prontuário eletrônico em que a inteligência artificial atua sobre o registro clínico — transcrevendo a consulta gravada, estruturando a evolução nas seções da especialidade, reescrevendo texto em linguagem técnica, respondendo perguntas sobre o histórico do próprio paciente e ajudando a preparar a próxima sessão. No CliniqMais, esses recursos estão inclusos no plano Profissional (R$ 89/mês), com registro do uso de IA alinhado à Resolução CFM 2.454/2026, que entra em vigor em 26 de agosto de 2026.
O que a IA não faz: não fecha diagnóstico, não prescreve e não assina nada sozinha. A decisão clínica e a autoria do registro continuam sendo do profissional — isso não é uma limitação de produto, é o que a resolução do CFM exige.
Cinco funções que operam sobre o registro clínico, todas com revisão humana antes de virar prontuário:
Com o microfone ativo, a conversa vira texto e o texto vira evolução organizada nas seções clínicas da especialidade (queixa, HMA, exame, hipóteses, conduta). Você revisa, ajusta e assina. O áudio é descartado depois de gerar a transcrição — o que permanece é o texto que você revisou.
Anotação corrida, feita às pressas entre um paciente e outro, vira texto clínico legível sem mudar o conteúdo. Útil para quem digita durante a consulta e não quer perder tempo reescrevendo depois.
Assistente contextual que lê o histórico daquele paciente e responde perguntas como "quais antidepressivos ele já usou e por quanto tempo" — sem você abrir consulta por consulta. É apoio à leitura do caso, não juízo sobre o paciente.
A partir do histórico e das escalas aplicadas, monta um plano de pontos a retomar no próximo atendimento — o que ficou pendente, o que foi combinado, o que precisa ser reavaliado.
OCR de foto de receita ou anotação em papel, para migrar informação do bloco antigo para o prontuário sem redigitar. Também é revisado antes de entrar no registro.
Diagnóstico, prognóstico e definição terapêutica por IA isolada são vedados. A IA pode organizar informação e sugerir texto; a hipótese diagnóstica é sua, e entra no prontuário como sua.
Nenhuma receita sai da IA. A prescrição é gerada e assinada pelo médico, com certificado ICP-Brasil quando se trata de controlados.
Nenhum texto gerado entra no registro definitivo sem passar por você. A supervisão médica efetiva é o primeiro eixo da CFM 2.454/2026 — e é o que separa apoio à documentação de terceirização da conduta.
A IA é usada como apoio à decisão e à documentação, não para classificar, pontuar ou julgar a pessoa atendida.
A palavra "IA" no site do fornecedor não diz quase nada. Estas perguntas separam produto de anúncio — e valem para qualquer sistema, inclusive este:
Não existe preço único de mercado, e o mesmo recurso pode aparecer em três formatos comerciais: incluso no plano de entrada, restrito ao plano mais completo, ou vendido como módulo à parte com mensalidade própria. É por isso que comparar "o preço do prontuário" sem olhar onde a IA está costuma dar uma conta errada.
No CliniqMais, a IA clínica está inclusa no plano Profissional, de R$ 89/mês, sem módulo adicional — e o plano Inicial, gratuito e permanente, permite conhecer o prontuário antes de decidir. Para comparar com outros sistemas usando dado publicado por cada fornecedor, com fonte e data de coleta, veja o comparativo de prontuários para psiquiatria.
Um prontuário com IA envia texto clínico para um provedor de modelo — e o que é enviado importa tanto quanto o que é feito com ele. No CliniqMais:
CPF, CNS e telefone não são enviados ao provedor de IA, e o nome do paciente é reduzido às iniciais. O conteúdo clínico segue necessário para a tarefa; a identificação direta, não.
O processamento usa a API da OpenAI, sob termos empresariais em que os dados enviados não são usados para treinar os modelos. Dizer o nome do sub-processador nas páginas legais é exigência de transparência da CFM 2.454/2026 — e o paciente tem o direito de saber.
A gravação é processada para gerar a transcrição e descartada em seguida. O que permanece no prontuário é a evolução revisada por você.
O banco do prontuário fica na região de São Paulo (AWS sa-east-1), com criptografia em trânsito e em repouso, isolamento por profissional (Row-Level Security), 2FA e trilha de auditoria.
A resolução entra em vigor em 26 de agosto de 2026 e organiza o uso de IA na medicina em quatro eixos: supervisão médica efetiva sobre a decisão, transparência com o paciente, governança dos sistemas usados e gestão de riscos. Ela não publica uma lista de campos a preencher no prontuário — o que se espera é que fique registrado que houve apoio de IA, em que etapa, e que a decisão foi do médico.
O detalhamento de cada eixo, o que a CFP 09/2024 muda para o psicólogo e como registrar na prática estão na página de IA clínica em saúde mental — este guia fica no plano do produto e da decisão de compra.
O CliniqMais tem quatro páginas sobre IA, cada uma respondendo a uma pergunta diferente. Para não fazer você ler tudo:
Conteúdo clínico revisado por · Dr. Diego Tinoco Rodrigues · Médico Psiquiatra · CRM-MG 58241 · RQE 37921 · Residência em Psiquiatria pelo Hospital das Clínicas da UFMG · Membro Titular da Associação Brasileira de Psiquiatria
Criar conta grátis no CliniqMais — Plano Inicial gratuito, sem cartão de crédito.
É um prontuário eletrônico em que a inteligência artificial atua sobre o registro clínico: transcreve a consulta gravada, estrutura a evolução nas seções da especialidade, reescreve anotações em linguagem técnica, responde perguntas sobre o histórico do paciente e ajuda a preparar a próxima sessão. Em todos os casos o texto passa por revisão do profissional antes de entrar no prontuário definitivo.
Ela gera um rascunho estruturado; quem revisa, corrige e assina é o profissional. A Resolução CFM 2.454/2026, em vigor a partir de 26 de agosto de 2026, exige supervisão médica efetiva — diagnóstico, prognóstico e definição terapêutica por IA isolada são vedados. Na prática: a IA economiza digitação, não responsabilidade.
Não. A IA clínica está inclusa no plano Profissional, de R$ 89/mês, sem módulo adicional. O plano Inicial é gratuito e permanente (até 10 pacientes ativos e 80 evoluções, sem cartão) para conhecer o prontuário antes de decidir. Em outros sistemas a IA pode estar restrita ao plano mais completo ou ser vendida como módulo com mensalidade própria — o comparativo mostra o que cada fornecedor publica, com fonte e data.
No CliniqMais, não: a gravação é processada para gerar a transcrição e descartada em seguida — o que permanece é o texto da evolução que você revisou. Ao avaliar qualquer sistema, essa é uma pergunta que vale fazer por escrito, junto de por quanto tempo e onde o áudio ficaria.
O conteúdo clínico necessário para a tarefa, com os identificadores diretos removidos antes do envio: CPF, CNS e telefone não são enviados, e o nome do paciente é reduzido às iniciais. O processamento usa a API da OpenAI sob termos empresariais em que os dados enviados não são usados para treinar os modelos.
A transparência com o paciente é um dos eixos da CFM 2.454/2026, e para gravar a consulta o consentimento é a regra. O CliniqMais mantém uma página escrita para o próprio paciente, explicando em linguagem simples o que a IA faz e quais são os direitos dele — que pode ser compartilhada diretamente.
Sim, com as diferenças da profissão: sem prescrição, com notas em formatos próprios da psicologia (DAP, BIRP) e sob a Resolução CFP 09/2024, além da cartilha do CFP sobre IA. O princípio é o mesmo: apoio à documentação, com o profissional revisando e assumindo o registro.
Dado de saúde é dado pessoal sensível (Art. 11 da LGPD) e o uso de IA não muda isso — muda o número de pontos onde o dado circula. O que torna o arranjo defensável é a soma: minimização do que é enviado, fornecedor declarado, ausência de uso para treino, dados hospedados no Brasil, criptografia, isolamento por profissional e trilha de auditoria. Vale exigir essa lista de qualquer fornecedor, não só deste.
CliniqMais — prontuário eletrônico para psiquiatria e saúde mental no Brasil