Seu psiquiatra ou psicólogo usa IA? Sua consulta pode ser gravada? Entenda seus direitos e a privacidade dos seus dados — LGPD e CFM 2.454/2026.
Seu psiquiatra ou psicólogo usa o CliniqMais? Talvez você tenha visto o profissional usar uma ferramenta de inteligência artificial para ajudar na anotação, ou ouvido falar que a consulta pode ser transcrita. É natural ter dúvidas. Esta página explica, em linguagem simples, o que isso significa para a sua privacidade e quais são os seus direitos.
Sim. Para médicos, a Resolução CFM 2.454/2026 regula o uso de inteligência artificial na medicina: a IA é apoio, o uso fica registrado no prontuário e deve ser comunicado a você. Para psicólogos, não há uma resolução do Conselho Federal de Psicologia sobre IA; o CFP publicou um guia de orientação (2025) com o mesmo princípio: a IA apoia, mas não substitui o julgamento do profissional. Nos dois casos, você pode perguntar se e como a IA é usada.
O diagnóstico, a medicação e a condução do caso são sempre decisão do profissional. A IA pode ajudar a organizar a anotação ou a transcrever a conversa, mas quem assina e responde pela conduta é o seu médico ou psicólogo.
Para médicos, a Resolução CFM 2.454/2026 pede que o uso de IA como apoio à decisão fique registrado no prontuário. No CliniqMais, a anotação gerada a partir da gravação guarda qual modelo de IA foi usado e quando.
A transparência é um direito seu. Você pode perguntar ao profissional se e como ele usa inteligência artificial no seu atendimento.
Algumas ferramentas, como o prontuário por voz do CliniqMais, transcrevem a conversa da consulta para ajudar o profissional a montar a anotação clínica. Se isso for usado, você deve ser informado.
Para virar texto, o áudio é enviado ao serviço de IA que faz a transcrição (OpenAI, nos Estados Unidos), que não usa esse conteúdo para treinar modelos. Nos servidores do CliniqMais, o áudio é apagado assim que a transcrição termina. No texto enviado depois para organizar a anotação, o nome do paciente é trocado pelas iniciais; esse texto, pela política da OpenAI, pode ficar retido por até 30 dias para monitoramento de abuso. O que fica salvo no prontuário é o texto da evolução clínica, depois que o profissional revisa e aprova.
Nenhum texto entra no seu prontuário sem a revisão e a aprovação do profissional. A IA redige o rascunho; o ser humano confere e assume a responsabilidade.
A transcrição da consulta depende de você ser informado. Se tiver desconforto, converse com o profissional — a documentação pode ser feita de outras formas.
Dados de saúde mental são classificados como dados pessoais sensíveis pela LGPD (Lei 13.709/2018, art. 11) — a categoria com a proteção mais rígida. O CliniqMais foi construído tendo essa exigência como referência.
Seus dados ficam criptografados tanto quando estão armazenados quanto quando trafegam pela internet.
O sistema separa os dados por consultório ou clínica no próprio banco de dados: só acessa quem cuida de você e a equipe que o profissional autorizar.
Acessos e alterações no prontuário ficam em uma trilha de auditoria — quem viu ou mudou o quê, e quando.
A LGPD garante a você direitos sobre os seus dados, que você pode exercer junto ao profissional ou à clínica que cuida de você.
Você pode pedir uma cópia do seu prontuário, em formato legível. O CliniqMais tem função para o profissional exportar o prontuário completo.
Você pode pedir a correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados. No prontuário, a correção é registrada como complemento, sem apagar o registro original.
Você tem direito à transparência sobre o uso de inteligência artificial no seu atendimento.
A LGPD prevê a eliminação de dados, mas o prontuário de saúde tem regra própria de guarda: a Lei 13.787/2018 fixa um prazo mínimo de 20 anos, contados do último registro, antes de o prontuário ser eliminado, e os conselhos profissionais também têm regras de guarda. Ou seja, o registro clínico não pode simplesmente ser apagado a pedido — ele é protegido por lei para a sua própria segurança assistencial.
A responsabilidade pelo seu cuidado é sempre do profissional de saúde que te atende — o CliniqMais é a ferramenta que ele usa para registrar e organizar o atendimento, como um prontuário e uma agenda. Em caso de dúvida sobre os seus dados, o primeiro contato é o seu médico ou psicólogo, ou a clínica.
Conteúdo informativo para pacientes e familiares. · Revisado por Dr. Diego Tinoco Rodrigues — Médico Psiquiatra · CRM-MG 58241 · RQE 37921.
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Sim. A Resolução CFM 2.454/2026 permite ao médico usar IA como ferramenta de apoio, com supervisão do profissional, registro do uso no prontuário e transparência: qualquer uso de IA deve ser comunicado e explicado a você, e você pode recusar. A IA não substitui a decisão clínica — quem diagnostica e prescreve é o médico.
Pode, se você for informado. Quando a transcrição por voz é usada, o áudio é enviado ao serviço de IA que faz a transcrição (OpenAI, nos Estados Unidos) e apagado dos servidores do CliniqMais em seguida: não entra no prontuário nem fica guardado de forma permanente. O que permanece é o texto da evolução clínica, revisado e aprovado pelo profissional. Se preferir que não seja usada, converse com quem te atende.
Pode, como apoio. Não há resolução do Conselho Federal de Psicologia específica sobre IA; o CFP publicou um guia de orientação (2025) segundo o qual a IA não substitui o julgamento do psicólogo. Valem ainda o Código de Ética Profissional e a LGPD, que protege os seus dados. Você pode perguntar ao psicólogo se e como ele usa IA.
Dados de saúde são sensíveis (art. 11 da LGPD). No CliniqMais eles ficam criptografados (armazenados e em trânsito), separados por consultório ou clínica no banco de dados e registrados em uma trilha de auditoria de acessos e alterações.
Sim. A LGPD e os códigos de ética garantem o seu direito de acesso e cópia. Peça ao profissional ou à clínica — o sistema permite exportar o prontuário completo em formato legível.
O prontuário de saúde tem regra própria de guarda: a Lei 13.787/2018 fixa prazo mínimo de 20 anos, contados do último registro, antes da eliminação, e os conselhos profissionais também têm regras próprias; então ele não pode simplesmente ser apagado a pedido. Você pode pedir a correção de dados e exercer outros direitos da LGPD junto ao profissional responsável.
CliniqMais — prontuário eletrônico para psiquiatria e saúde mental no Brasil