Quanto cobrar a consulta: a calculadora do preço mínimo

Calcule o preço mínimo da consulta pelos custos do consultório, a renda desejada, a agenda real e os impostos de 2026 (pessoa física, Simples ou Presumido).

O preço mínimo da consulta é o valor abaixo do qual você trabalha no prejuízo. Ele sai de quatro números seus: quanto custa manter o consultório, quanto você quer que sobre no fim do mês, quantas consultas você realmente faz e quanto de imposto incide sobre a receita. A calculadora faz essa conta nos três formatos mais comuns (pessoa física, Simples Nacional e Lucro Presumido).

Aviso

Simulação educativa com as regras de 2026 lidas no texto oficial em 22/10/2026. Não é apuração de imposto nem orientação contábil: a escolha do regime depende do seu caso e deve ser feita com um contador.

Como a conta é feita

Consultas realizadas por mês = consultas por semana × semanas trabalhadas no ano ÷ 12, descontadas as faltas. Use a agenda que você de fato sustenta, não a agenda cheia teórica, e tire as suas férias das semanas do ano.

Custos do mês = custos fixos (sala, sistemas, contador, conselho, seguro, divulgação) + custo por consulta × consultas do mês. Salários de quem trabalha com você entram à parte, com os encargos.

A calculadora procura a receita mensal que, depois dos custos e dos impostos de cada formato, deixa no seu bolso a renda que você pediu. Preço mínimo = essa receita ÷ consultas realizadas no mês.

Que impostos entram

Pessoa física: INSS de autônomo (20% entre R$ 1.621,00 e R$ 8.475,55) e imposto de renda do carnê-leão pela tabela mensal de 2026, com o livro-caixa e a redução de 2026 para quem recebe até R$ 7.350,00 por mês.

Simples Nacional: o DAS pela alíquota efetiva do Anexo III (com pró-labore de 28% da receita, para atingir o fator R), mais o INSS de 11% e o imposto de renda sobre o pró-labore. O resto sai como lucro.

Lucro Presumido: IRPJ e CSLL sobre 32% da receita, PIS (0,65%), Cofins (3%) e ISS pela alíquota do seu município, mais o INSS sobre um pró-labore de um salário mínimo.

O que a calculadora não faz

Ela não diz quanto o mercado cobra nem sugere um valor: o piso é a sua conta, e o preço final depende também de formação, posicionamento e demanda na sua cidade. Também não substitui o contador na escolha do regime.

Fontes

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Perguntas frequentes

Como calcular o valor mínimo da consulta?

Some os custos do mês (fixos e por consulta), some a renda que você quer levar para casa, acrescente os impostos do seu formato (pessoa física, Simples ou Lucro Presumido) e divida pelo número de consultas que você realmente faz no mês, já descontadas faltas e férias.

Existe uma tabela de valor de consulta para usar como base?

Esta calculadora não usa nenhuma: ela parte dos seus custos e da sua agenda. Valores de outros profissionais têm outros custos e outra capacidade, e não dizem se a sua consulta cobre as suas contas.

O imposto muda o preço da consulta?

Muda, e por isso a calculadora mostra o preço nos três formatos. O imposto incide sobre a receita (ou sobre o que sobra dela), então o valor que você precisa cobrar para levar a mesma renda para casa é diferente como pessoa física, no Simples Nacional e no Lucro Presumido.

Os números de imposto estão atualizados?

Sim, para 2026: tabela mensal do imposto de renda com isenção até R$ 2.428,80 e redução até R$ 7.350,00 (Lei 15.270/2025), teto do INSS de R$ 8.475,55 (Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026), Anexos III e V do Simples Nacional e regras do Lucro Presumido, lidos no texto oficial em 22/10/2026. As fontes estão no fim da página.

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