Vinte itens que mapeiam um a um os critérios de TEPT do DSM-5, dois jeitos válidos de pontuar (corte total e regra por cluster) e um erro comum: rotular gravidade acima do corte como se fosse oficial.
A PCL-5 (PTSD Checklist for DSM-5) é um questionário autoaplicado de 20 itens que rastreia e monitora sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, mapeando um a um os 20 sintomas dos critérios do DSM-5 (Weathers et al., 2013). Cada item vale de 0 ("nada") a 4 ("extremamente"), referido ao último mês; o total vai de 0 a 80. O National Center for PTSD (EUA) indica corte provisório entre 31 e 33 para TEPT provável, e há adaptação e validação brasileira (Osório et al., 2017). É de uso livre.
| Característica | PCL-5 |
|---|---|
| Itens | 20 (espelham os critérios B, C, D e E do DSM-5) |
| Pontuação | 0–80 (itens 0–4) |
| Janela temporal | Último mês |
| Aplicação | Autoaplicada (~5–10 minutos) |
| Corte de rastreio | 31–33 (TEPT provável; o CliniqMais adota ≥33) |
| Custo | Uso livre |
| Original | Weathers et al. (2013) — National Center for PTSD |
| Validação brasileira | Osório et al. (2017), Braz J Psychiatry |
A PCL-5 pressupõe um evento traumático de referência (critério A do DSM-5) — os itens perguntam sobre reações "à experiência estressante". Aplicar sem ancorar o evento produz escores difíceis de interpretar: sintomas inespecíficos de ansiedade e depressão também pontuam. Na prática: identifique (ou peça que o paciente identifique) o evento de referência antes do questionário; para avaliação formal do critério A existe um instrumento complementar (LEC-5).
Soma dos 20 itens. Total ≥ 31–33 indica TEPT provável — o National Center for PTSD registra que esse intervalo funcionou "entre amostras" e recomenda escolher o corte conforme o objetivo do rastreio (populações diferentes podem justificar cortes diferentes). A validação brasileira (Osório et al., 2017) sustenta o corte que usamos na calculadora (≥33).
Conta-se como "sintoma presente" cada item com resposta ≥ 2 ("moderadamente"). TEPT provisório exige, no mínimo: 1 item do critério B (itens 1–5, revivência), 1 do C (itens 6–7, evitação), 2 do D (itens 8–14, cognições/humor negativos) e 2 do E (itens 15–20, hiperexcitabilidade).
Um paciente pode ficar abaixo do corte total e ainda assim cumprir a regra por cluster — ou o contrário. Quando as duas leituras divergem, isso é informação clínica, não erro da escala.
No CliniqMais, a PCL-5 é aplicada na consulta ou pelo portal do paciente, com o corte ≥33 e a leitura honesta das faixas já embutidos, e a série entra no gráfico longitudinal do paciente (planos pagos; o gratuito inclui PHQ-9, GAD-7 e ASRS). Sintomas depressivos comórbidos são frequentes no TEPT — vale aplicar junto o PHQ-9 (guia aqui).
Para conhecer o instrumento sem cadastro: calculadora pública da PCL-5.
Não. Indica TEPT provável e justifica avaliação diagnóstica — idealmente com entrevista estruturada (CAPS-5) e avaliação do critério A.
O National Center for PTSD aponta o intervalo 31–33 como indicativo entre amostras e recomenda escolher conforme o objetivo (rastreio mais sensível → corte menor; mais específico → maior). Nossa calculadora adota ≥33, alinhada à validação brasileira.
Sim — as versões da PCL para DSM-IV foram substituídas pela PCL-5, que segue os critérios do DSM-5 (20 itens em vez de 17) e não é diretamente comparável em pontuação com as anteriores.
Conteúdo revisado em 9 de agosto de 2026 pelo responsável técnico (psiquiatra, CRM-MG 58241 · RQE 37921). Este texto não substitui avaliação clínica individualizada; escalas de rastreio não fazem diagnóstico.
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