Os três formatos cumprem a CFP 001/2009 — a escolha é sobre o que a sua prática precisa enxergar: a sessão como dado clínico (DAP), o paralelo médico (SOAP) ou a intervenção e a resposta (BIRP).
Os três formatos organizam a mesma obrigação — registrar a sessão de forma fiel, datada e recuperável (Resolução CFP 001/2009) — com ênfases diferentes: o DAP (Dados, Avaliação, Plano) é o mais enxuto e o mais usado na psicologia clínica; o SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação, Plano) separa relato de observação e conversa bem com contextos multiprofissionais; o BIRP (Comportamento, Intervenção, Resposta, Plano) destaca o que o terapeuta FEZ e como o paciente respondeu — útil em terapias protocolares e quando é importante demonstrar a intervenção. Nenhum é "o certo": o certo é escolher um e manter consistência.
| DAP | SOAP | BIRP | |
|---|---|---|---|
| Seções | Dados · Avaliação · Plano | Subjetivo · Objetivo · Avaliação · Plano | Comportamento · Intervenção · Resposta · Plano |
| Ênfase | Síntese clínica da sessão | Separar relato (S) de observação (O) | O que o terapeuta fez e o efeito imediato |
| Brilha em | Psicoterapia individual, alto volume | Clínica mista com psiquiatria; casos com escalas/medidas | TCC e terapias protocolares; supervisão |
| Custo | Exige disciplina para não virar texto corrido | Uma seção a mais para preencher | Menos natural para sessões pouco diretivas |
Exemplo inventado para ilustrar o formato.
D: Sessão 12. Paciente relata semana "mais leve"; retomou caminhadas 3× e recusou convite de trabalho extra sem culpa expressiva ("primeira vez que disse não sem ensaiar"). Mantém dificuldade de sono aos domingos, associada à antecipação da semana.
A: Progresso consistente nos objetivos de autoafirmação e autocuidado; a ansiedade antecipatória dominical permanece como foco ativo. Aliança terapêutica sólida.
P: Manter frequência semanal; introduzir experimento comportamental para as noites de domingo; reavaliar objetivos na sessão 16.
Repare: o D mistura relato e observação (é a diferença para o SOAP), mas continua sendo dado — a interpretação mora na Avaliação.
Formato não é burocracia — é o molde que impede a evolução de virar diário. O pior formato é o que muda a cada sessão.
Registro por atendimento com data, descrição fiel do serviço prestado, procedimentos e encaminhamentos, guardado por no mínimo 5 anos com sigilo preservado (detalhes da guarda aqui). DAP, SOAP e BIRP são maneiras de cumprir isso com estrutura — o guia completo do registro psicológico, com o que o CFP realmente exige, está no nosso modelo de prontuário e evolução em psicologia.
No prontuário para psicólogos do CliniqMais, a evolução nasce nos formatos DAP e BIRP (além do texto estruturado livre), com sigilo por perfil profissional, escalas com curva longitudinal e guarda digital em conformidade — e o psicólogo que divide clínica com psiquiatra trabalha no mesmo sistema, cada um com seu módulo.
Pode — o registro anterior permanece válido. Evite alternar a cada sessão: consistência é o que torna a série legível anos depois.
Não. A 001/2009 define o conteúdo e a guarda do registro, não o molde. Os formatos são convenções clínicas consagradas.
O que compõe o registro documental segue as regras de registro e guarda. Anotações de trabalho que não integram o documento oficial merecem o mesmo cuidado de sigilo — na dúvida, trate tudo como registro.
Conteúdo revisado em 9 de agosto de 2026 pelo responsável técnico (psiquiatra, CRM-MG 58241 · RQE 37921). O exemplo clínico é fictício. Este texto não substitui as normas do CFP nem supervisão profissional.
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