A obrigação de guardar o prontuário por 20 anos é sua, não do fornecedor. Por isso a pergunta certa não é "e se fechar" — é "como eu saio daqui com tudo". O que exigir em contrato e a rotina que protege você.
Comece pelo fato que reorganiza a pergunta: a obrigação de guardar o prontuário é sua. A Lei nº 13.787/2018 fixa o prazo mínimo de 20 anos a contar do último registro, e esse dever recai sobre o profissional e a instituição que prestaram a assistência — não sobre o fornecedor de software. Então a pergunta útil não é "e se a empresa fechar?", e sim "eu consigo sair daqui, hoje, com tudo em formato legível?". Se a resposta for sim, o risco de encerramento vira transtorno operacional. Se for não, o risco é seu, com qualquer fornecedor.
Esse é um teste que separa fornecedores: um bom sistema torna a saída fácil, porque não depende do aprisionamento para manter cliente.
Nas Configurações existe uma aba de Exportação, disponível em todos os planos — inclusive no gratuito —, que gera:
Um ponto que precisa ficar claro, porque muda o que você deve fazer: essa exportação é sob demanda — quem dispara é você. Não existe backup automático diário enviando os prontuários para o seu computador, aqui nem, até onde sabemos, na maioria dos sistemas do mercado. A ferramenta está pronta; a rotina é sua.
Recomendação prática: coloque um lembrete recorrente — mensal ou trimestral — para rodar a exportação completa e guardar o arquivo em um lugar seguro e sob seu controle. Leva poucos minutos e resolve, de uma vez, o cenário do encerramento, o da disputa contratual e o do simples arrependimento de escolha.
Vale a resposta honesta: o CliniqMais é um sistema em nuvem. O aplicativo é instalável e mantém em cache o código das telas clínicas, mas os dados do prontuário vêm do servidor — sem conexão, você não acessa os registros. Isso vale para praticamente todo prontuário eletrônico em nuvem, e quem promete "funciona 100% offline" costuma estar descrevendo software instalado no computador, que traz outros problemas (backup manual, máquina única, risco de perda física).
O que reduz o impacto na prática:
Se um fornecedor anuncia o fim das operações, a ordem que protege você:
Do ponto de vista da guarda, o que a lei exige é que o registro permaneça íntegro, legível e recuperável pelo prazo. Arquivos exportados guardados com responsabilidade atendem a isso — mas lembre que você assume a segurança e o sigilo dessa cópia, que contém dado sensível.
Confira o contrato: deve haver prazo de retenção pós-cancelamento e caminho de exportação. Como controlador dos dados, você também tem os direitos da LGPD — e o dever de guarda continua sendo seu. Tratamos do quadro em guarda de prontuário: 20 anos.
A infraestrutura de produção do CliniqMais fica no Brasil (região de São Paulo). Discutimos o que a LGPD exige de fato — e o que é mito — em onde ficam os dados do seu prontuário.
Conteúdo revisado em 4 de setembro de 2026 pelo responsável técnico (psiquiatra, CRM-MG 58241 · RQE 37921). Esta página é mantida pelo CliniqMais — conflito de interesse declarado. A descrição dos recursos de exportação reflete o que existe no produto na data da revisão, incluindo a limitação de que a exportação é acionada pelo usuário, sem rotina automática.
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