Receita de Controle Especial com número do SNCR: como emitir no CliniqMais (passo a passo)

O CliniqMais já emite a Receita de Controle Especial eletrônica com número do SNCR, no modelo da Anvisa e assinada com ICP-Brasil. Veja o passo a passo, o que muda em 31/10 e o que continua igual.

Resposta direta: sim. Desde o início de outubro de 2026, o CliniqMais emite a Receita de Controle Especial eletrônica (a receita branca das listas C1 e C5 da Portaria 344/98) com o número do SNCR, o Sistema Nacional de Controle de Receituários da Anvisa. A receita sai no modelo eletrônico da Anvisa, assinada com o seu certificado ICP-Brasil, e o recurso vale para todos os planos, inclusive o gratuito. As Notificações de Receita A (amarela) e B (azul) eletrônicas são outro caso: dependem de a Vigilância Sanitária liberar a numeração eletrônica para você.

Este texto explica o que é o SNCR em uma frase, quais receitas precisam do número, o que muda em 31 de outubro de 2026 e como emitir a receita no CliniqMais em quatro passos. Para quem prefere ver, há um vídeo de 6 minutos com o passo a passo, gravado com dados fictícios.

O que é o SNCR, em uma frase

O SNCR é o sistema da Anvisa que distribui a numeração dos receituários de medicamentos controlados. Ele foi instituído pela RDC 873/2024 (art. 1º) para os talonários impressos. A RDC 1.000/2025 o estendeu à receita eletrônica: o receituário eletrônico só pode ser gerado em plataforma integrada ao SNCR por API (art. 4º) e precisa trazer uma numeração concedida previamente pelo sistema, no modelo publicado no portal da Anvisa (art. 7º). A etapa eletrônica começou em 30 de setembro de 2026, data anunciada pela Anvisa depois da prorrogação feita pela RDC 1.028/2026.

Na prática, para o médico, o SNCR muda de onde vem o número da receita eletrônica. A decisão clínica, o conteúdo da prescrição e a responsabilidade continuam sendo do prescritor.

Quais receitas precisam do número do SNCR

A regra muda conforme o tipo de receituário. A tabela resume o que vale para a versão eletrônica. A versão em papel continua válida em todos os casos, e a emissão eletrônica é opcional.

ReceituárioExemplosDe onde vem o número eletrônicoNo CliniqMais
Receita de Controle Especial (branca)Antidepressivos e antipsicóticos da lista C1, como a sertralinaO próprio SNCR gera os números quando a plataforma pede. Não é preciso pedir nada à Vigilância Sanitária.Disponível: “Solicitar” no quadro do SNCR e “Assinar com SNCR”.
Notificação de Receita B e B2 (azul)Benzodiazepínicos da lista B1, como o clonazepamA Vigilância Sanitária libera uma numeração eletrônica, diferente da numeração do talão de papel.Depende da liberação da Visa. Sem ela, a notificação segue no talonário.
Notificação de Receita A (amarela)Estimulantes da lista A3, como o metilfenidatoMesma regra da Notificação B: numeração eletrônica liberada pela Visa.Depende da liberação da Visa. Sem ela, a notificação segue no talonário.

Um detalhe que costuma gerar dúvida: a Notificação de Receita vale em farmácia de qualquer estado (RDC 873/2024, art. 21, que alterou o art. 45 da Portaria 344/98). O que é estadual é a numeração, fornecida pela Vigilância Sanitária do local onde você prescreve (arts. 7º e 9º da mesma RDC). Para teleconsulta com paciente de outro estado, a Anvisa orienta pedir numeração também à Visa de cada estado (FAQ da RDC 1.000/2025, 2ª edição, pergunta 54).

O que muda em 31 de outubro de 2026

Segundo as Perguntas e Respostas da Anvisa sobre a RDC 1.000/2025 (2ª edição, perguntas 30 e 50), a Receita de Controle Especial eletrônica sem número do SNCR é aceita de 30 de setembro a 30 de outubro de 2026. A partir de 31 de outubro, a versão eletrônica precisa do número.

Isso não obriga ninguém a mudar de rotina. Quem prefere imprimir a receita e assinar à mão continua podendo, e a receita em papel continua válida. A mudança vale para quem já emitia a branca eletrônica, assinada com certificado digital, sem número: a partir de 31/10, essa receita precisa sair de uma plataforma integrada ao SNCR.

O SNCR não muda a receita que você escreve. Muda de onde vem o número da receita eletrônica.

Como emitir a Receita de Controle Especial com número do SNCR no CliniqMais

São quatro passos. O primeiro e o segundo só precisam ser feitos uma vez, e o segundo de novo quando o bloco de números acabar.

  1. Ligue o SNCR na sua conta. Em Configurações → Prescrição e certificado, ligue “Receita de controlado eletrônica, com número da Anvisa (SNCR)”. O número do seu CRM precisa estar preenchido no perfil. A opção aparece para os conselhos aceitos pelo SNCR: CRM, CRO e CRMV.
  2. Peça a numeração. Na tela de prescrição, o quadro do SNCR fica aberto ao lado da receita. Clique em Solicitar na linha de Controle Especial e entre com a sua conta gov.br. O bloco de números fica guardado na sua conta, e cada número só é usado no momento em que você assina.
  3. Prescreva como de costume. Ao adicionar o medicamento, o receituário é definido pela lista da Portaria 344/98. A Receita de Controle Especial aceita até três substâncias da lista C1 (Portaria 344/98, art. 57). A quantidade aparece em algarismos e por extenso, e o sistema avisa se faltar o endereço do paciente, que pode ser preenchido ali mesmo. Antes de assinar, dá para conferir uma prévia sem número.
  4. Assine. Clique em Assinar com SNCR e autorize com o código do app do seu certificado em nuvem (BirdID). O CliniqMais usa o próximo número do bloco, gera o PDF no modelo eletrônico da Anvisa e guarda a receita assinada na linha do tempo do paciente.

Se algo impedir a emissão, como bloco de números esgotado ou dado obrigatório faltando, a mensagem diz o que falta e nada é assinado. O passo a passo completo, com as telas, está no vídeo da página de receita digital de controlados.

O que você precisa ter antes de começar

O que o paciente e a farmácia recebem

O paciente recebe um PDF assinado. A Receita de Controle Especial eletrônica não precisa de duas vias (RDC 1.000/2025, art. 10). No balcão, a farmácia verifica a assinatura no serviço de validação do ITI (art. 13, I), confere no SNCR se a numeração foi concedida àquele prescritor e registra a dispensação. Se o paciente relatar recusa na farmácia, o post “Receita eletrônica na farmácia” reúne o que orientar.

A validade da Receita de Controle Especial continua de 30 dias a partir da emissão, e a quantidade prescrita segue os limites da Portaria 344/98. O SNCR não altera essas regras.

O que o CliniqMais não faz (para evitar surpresa)

Perguntas frequentes

O CliniqMais já emite receita com número do SNCR?

Sim. Desde o início de outubro de 2026, o CliniqMais emite a Receita de Controle Especial eletrônica (branca, listas C1 e C5) com número do SNCR, no modelo da Anvisa e assinada com certificado ICP-Brasil. As Notificações de Receita A e B eletrônicas dependem de a Vigilância Sanitária liberar a numeração eletrônica para o prescritor.

Preciso pedir numeração à Vigilância Sanitária para a Receita de Controle Especial?

Não. Para a Receita de Controle Especial eletrônica, o próprio SNCR gera os números quando a plataforma integrada pede. No CliniqMais, basta clicar em “Solicitar” no quadro do SNCR e entrar com a conta gov.br. O pedido à Vigilância Sanitária só é necessário para as Notificações de Receita A e B.

A receita de papel deixa de valer?

Não. A receita em papel continua válida e a emissão eletrônica é opcional. O que muda é que, a partir de 31 de outubro de 2026, a Receita de Controle Especial emitida em meio eletrônico precisa do número do SNCR.

O que acontece com a receita branca eletrônica sem número depois de 30 de outubro?

Segundo as Perguntas e Respostas da Anvisa sobre a RDC 1.000/2025 (2ª edição, perguntas 30 e 50), ela é aceita até 30 de outubro de 2026. A partir de 31 de outubro, a Receita de Controle Especial eletrônica precisa do número do SNCR. No CliniqMais, a partir dessa data, a assinatura digital da branca sem número fica bloqueada, e continua possível imprimir e assinar à mão.

Quantos medicamentos cabem numa Receita de Controle Especial eletrônica?

Até três substâncias da lista C1, como prevê o art. 57 da Portaria 344/98. A Anvisa informou que o manual técnico do SNCR não restringe a receita a um único medicamento e que valem as regras gerais da Portaria 344. A Notificação de Receita continua com um medicamento por notificação.

Posso assinar a receita controlada com a assinatura do gov.br?

Não. A Receita de Controle Especial e as Notificações de Receita eletrônicas exigem assinatura qualificada, com certificado ICP-Brasil (RDC 1.000/2025, art. 8º, I; Lei 14.063/2020, art. 13). A conta gov.br serve, no CliniqMais, apenas para pedir a numeração ao SNCR.

Quanto custa emitir a receita com SNCR no CliniqMais?

A emissão com número do SNCR está disponível em todos os planos, inclusive no plano Inicial gratuito. O certificado digital ICP-Brasil é contratado à parte, com a certificadora. Os planos estão em cliniqmais.com/planos.

Para ler em seguida

Fontes consultadas

Conteúdo revisado em 5 de outubro de 2026 pelo responsável técnico (psiquiatra, CRM-MG 58241 · RQE 37921). Esta página é mantida pelo CliniqMais — conflito de interesse declarado: o texto descreve um recurso do nosso próprio produto. As normas citadas podem ser atualizadas — consulte sempre as fontes oficiais. Este texto não substitui assessoria jurídica nem a orientação da Vigilância Sanitária do seu município ou estado.

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